quarta-feira, 19 de setembro de 2012

 
O Relaxamento
 
 
 
A nossa vida é como uma gota de agua e formamos um oceano de sentimentos,bons e maus.
 
Com a Algodistrofia, a nossa vida muda, quer queiramos ou não. E o que ontem não faz sentido, hoje é o nosso pilar diário. A verdade é que antigamente era um pouco incrédulo sobre o ioga, reiki e outras terapias. Posso dizer que estava enganado.
O relaxamento respiratório resulta realmente a acalmar e erradicar a dor e a nossa inquietação, melhor do que um antidepressivo ou um forte analgesico.
 
O problema é que os efeitos comigo são passageiros e a dor volta pouco depois. Mas associado a medicamentos, ajuda muito e sobretudo acalma-me bastante. Acho que eu já fervia em pouca água e agora ja nem água devo ter. Acho que deviam experimentar,que mal pode fazer?
 
Tenho a gravação audio ou tinha, vou tentar fazer uma com alguém da minha familia com uma voz mais indicada para o efeito, daqui a alguns dias vou postar aqui. Depois de aprenderem já não necessitam da voz, embora eu prefira ouvir a gravação sempre que posso, consigo relaxar mais ainda.
 
Só não posto a  gravação aqui porque foi a minha psicóloga que me deu, ou seja, ela gravou uma sessão e deu me numa pen, primeiro prefiria pedir-lhe a autorização, penso que não se importará mas é preferivel. Não quero acordar com dois policias no meu quarto para me prenderem por pirataria informática.
 
Também vou tentar postar mais coisas, inclusive uma foto minha. Mas preciso de energia, a minha bateria vai muitas vezes abaixo, preciso da vossa participação, dos comentários, até de uma repreensão por comentário ou mail. Agora dou me conta que posso dar a impressão de carencia emocional, a pedir interação. Era a minha "superioridade emocional" antes do acidente, sempre fui muito individualista, dou me bem sozinho mas tive uma vida preenchida socialmente, até demais :)
Mas a vida ensina-nos muito e estou a aprender a tirar partido de uma coisa má. Posso cair, posso chorar mas no outro dia, Se DEUS quiser, estou cá outra vez. So que preciso de alguns "encostos" para voltar a funcionar. Amanhã vou fazer mais uma sessão de Lidocaína.São momentos fantásticos e embaraçosos. Isto é, vou feliz porque consigo estar 1 horita anestisiado, sem dores. Embaraçoso porque é como uma bebedeira, num sentido é como beber para esqueceer os problemas. A bebida não funciona com a minha algodistrofia, incha-me a mão ao ponto de parecer rebentar e alem disso não posso tomar comprimidos.
Lá está, tiro o lado positvo. Ao invés de beber algumas sagres ou cerveja do pingo doce, aproveito e bebo um casal garcia, um vinho verde Adamado de Ponte de Lima, Um espumante com marisco,etc. Bebo muito pouco 2 copitos e já soa os alarmes devido aos comprimidos que tomo, assim tenho de beber pouco mas de qualidade.
 
Um abraço a todos e as melhoras
 
Lembre-se que há mais pessoas como nós, cada um diferente mas partilhamos um sentido de vida que passa pela construção de uma vida melhor, seja pela medicina ou por nós prórios....

3 comentários:

  1. Olá Bruno! Ainda bem que voltou a escrever!... Passei por cá várias vezes e nada... Muita força! A minha mãe está melhor. Com medicação e fisioterapia 3 x semana. O pé continua um pouco inchado mas já voltou a conduzir e só isso para ela é uma grande conquista! Um abraço e aguardo notícias suas! Dulce

    eutueeles.blogs.sapo.pt

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  2. Olá Bruno! Há tanto tempo que não diz nada... como está? Dê notícias por favor! Deixo o meu mail dulcetomereis76@gmail.com Gostava de partilhar consigo tanta coisa sobre a minha mãe! Um beijinho, Dulce

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    1. Olá Imyself ! fui diagnosticado com algodistrofia em Abril de 2012, vou por isso dar-te o melhor conselho que te consigo dar. Tal como em qualquer doença, precisamos do encaminhamento, amparo, aconselhamento e prescrição medicamentosa por parte de um médico. A questão é que a doença por não ser consensual entre os médicos e muito também por a própria informação sobre a mesma ser muito limitada, leva a que os profissionais de saúde a relativizam. Se o médico que segue a sua mãe age de uma forma duvidosa, procuram outro médico, não insistam com esse que nunca trará soluções. Falo por experiência própria e dou-te mesmo como exemplo o facto da minha médica de família, ter ouvido falar pela primeira vez desta doença pela minha boca em 2012. Fica bem!

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